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SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO APRESENTA SUA VERSÃO SOBRE CONVENÇÃO COLETIVA

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SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE PATROCÍNIO E REGIÃO

 

RESPOSTA À NOTA DE ‘ESCLARECIMENTO’ DO SINDCOMÉRCIO PATROCÍNIO

 O Sindicato dos Empregados no Comércio de Patrocínio e Região – SECPAR, entidade representativa dos profissionais no comércio de Patrocínio e região, vem a público, lamentar as infelizes colocações publicadas pelo Sindcomércio na imprensa local, através de “NOTA DE ESCLARECIMENTO”.

Esclarecemos que o Sindicato do Comércio Varejista está equivocado nas afirmações, a começar pelo fato que, durante a última reunião ocorrida no último dia 13 de abril, após o nosso presidente se manifestar no sentido de que na inviabilidade de consenso na celebração da CCT 2018 teríamos que fazer acordos coletivos. Neste momento, o dígno assessor da entidade patronal manifestou-se dizendo que o Sindicato dos Comerciários poderia “firmar acordos coletivos de trabalho com as empresas que quisesse”. Ou seja, houve autorização para que nosso Sindicato profissional assim procedesse.

Acreditamos que o presidente da entidade sindical patronal devesse estar desatento no momento da fala e questionamentos do representante da categoria profissional, quando este disse que caso não houvesse consenso, o Sindicato profissional não teria outra alternativa, senão, negociar os acordos coletivos, o que, de pronto, houve a manifestação positiva do digno representante da categoria patronal.

Após realizadas duas reuniões, sendo que na primeira os membros da comissão do Sindicato patronal manifestaram muito receptivos à inclusão de novas  cláusulas  apresentadas pelo Sindicato profissional para fins de adequação à nova e famigerada reforma trabalhista. Se prontificando, os membros da comissão patronal, em apresentar as devidas contrapropostas às reivindicações da categoria profissional no dia seguinte. Mas não apresentou-as e houve agendamento de uma segunda reunião.  E, justamente nesta última reunião, o Sindicato patronal deixou de apresentar resposta à inclusão de novas clausulas consideradas importantes e indispensáveis.

Se preocupando a representação patronal tão somente em impor condições e a defender a retirada de direitos constantes na CCT em vigência, como a redução do adicional de horas extras a 50%, trabalho em todos os feriados, trabalho em domingos  e banco de horas para 12 meses.  Quanto a proposta de reajuste  salarial, chegou a proposta do patamar de 4.04% nos salários, piso salarial no valor de R$981,00 para salários fixos e R$1.002,00 para salários variáveis.

Quanto às demais reivindicações que possam incentivar o trabalho dos profissionais e girar a economia interna do nosso comércio, foram simplesmente ignoradas pelos membros representantes do patronal em total desprezo pelos profissionais que trabalham e utilizam seus ganhos em prol do próprio comércio local.

E quanto à afirmativa que nosso Sindicato estaria provocando “um temor no empresariado empreendendo um chantagismo desmedido” não merece crédito por parte de quem assim declarou.  O Sindicato dos Comerciários fundado há praticamente 23 anos, tem se desdobrado para que a categoria patronal entenda o momento crucial vivido pelas empresas e os trabalhadores num quadro de total incertezas. Se preocupando a representação profissional em proporcionar um instrumento coletivo de trabalho que realmente atenda os interesses das categorias profissional e econômica, assegurando fiel e ampla segurança das relações trabalhistas.

Quanto a buscar meios para solução dos problemas, seja através do Ministério do Trabalho ou do Poder Judiciário, são medidas que o Sindicato patronal nos impõe como alternativas.

De forma que continuaremos sim, cobrando mais seriedade, responsabilidade e compromisso dos representantes do Sindcomércio na condução das negociações, para que estas sejam procedidas dentro do contexto e a contento, num justo equilíbrio de forças.

De forma não crermos que “nota de repúdio” como a que o Sindcomércio se dirigiu à nossa entidade sindical, representante da categoria profissional, faz sentido, uma vez que nosso Sindicato tem lutado em prol de milhares de trabalhadores, onde seus diretores têm sido perseguidos há vários anos, por parte daqueles que em nome do poderio econômico,  insistem em lucrar não pagando os direitos devidos aos trabalhadores, garantidos por Lei e pela Convenção Coletiva de Trabalho.

Por fim, acreditamos que seria mais eficaz se tivesse tal “repúdio” feito em menção contra quem patrocina fraudes, retira direitos, em nome de uma justiça pessoal e de um céu aqui mesmo na Terra.

Por fim, sugerimos que antes do respeitado ente sindical patronal publicar “nota de repúdio”, faça uma análise de sua consciência. Se lembre de suas decisões do passado e, atente-se para o devido respeito à entidade e pessoas que lutam, há vários anos, em defesa dos profissionais que prestam serviços sem ser reconhecidos e valorizados.

A Diretoria.

SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE

 PATROCÍNIO E REGIÃO

Dr. Ronaldo Soares – Diretor Presidente

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