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Quem Errou Mais, No Caso Das Dívidas Do Município Com A Funcecp E Apae?

Alan Guimarães Machado
Nesta semana, dois projetos esquentaram os debates na câmara dos vereadores de Patrocínio. São projetos de autoria do executivo que reconhece dívidas com a Apae e com Funcecp ( mantenedora da Unicerp e Escola agrícola) dividas de R$ 720 mil de cada entidade, que seriam pagas através de dação de 8 lotes do município no valor R$ 90 mil a unidade (16 lotes do patrimônio público)
O circo esteve armado, nos 45 minutos do 2º tempo da administração do Dr. Lucas. No caso da Funcecp, a dívida é oriunda de terreno cedido ao Iftm instalado no campus universitário ( no 1º mandato) e do não pagamento de bolsas escolares fornecidos aos alunos de família Rural e outros acordos.
Mês passado a Apae já havia recebido uma dívida, sendo repassado como pagamento o prédio do Sindicato Rural – de frente a instituição Educadora. E de repente, brota nova pendencia. Esta, segundo o vereador Bebé, oriunda de verba carimbada destinada a Apae e não repassada pela administração. Situação criminosa de responsabilidade fiscal, devido ao não repasse.
Interessante, ficaram esperando 8 anos, para finalmente, nos minutos finais, encontrarem uma maneira para receber. Deixaram a situação ficar cômoda para qualquer administrador alienado. Os conselheiros e diretores das entidades anestesiados, neste prazo, inertes quanto a cobrança? Inertes não, convenientes, pois o que pareceu, é que a maioria faz parte do mesmo grupo seleto da gestão municipal.
Considerando que a gestão municipal teve 7 anos e 11 meses e contava com a situação esmagadora na casa de leis, que aprovava todos os projetos de autoria do prefeito. É fácil acreditar que os projetos seriam aprovados. Mas, agora, o governo municipal teve estes projetos derrotados , 5×4 e uma abstenção e outro 6×4 no caso da Apae.
O fato explodiu nas mãos dos vereadores que não autorizaram a dação dos lotes, ficando como boi de piranha. E teve ainda vereador que aproveitou do cenário e fez sua promoção. Antes, criticava os valores cobrados pelas mensalidades do educandário, saindo desta vez, melhor na fita. Em nossa leitura, os vereadores, demonstraram  ineficientes (tanto a situação como a oposição). E não exerceram o ato peculiar do cargo, fiscalizar os atos do executivo. Desconhecendo a existência de verbas carimbadas sendo usadas em outras paradas. Mostraram ser Fiscais fantoches, inoperantes. Foram duas gestões e chega a público o calote Municipal. Infelizmente.
Nós sabemos da responsabilidade social de cada uma dessas instituições educadoras e de inclusão social que ficaram credores com a prefeitura. E agora, chorar pelo leite derramado, no apagar das luzes de uma gestão, se estiveram conformados num longo período e certeza do recebimento neste pleito.
Faltou interesse, diálogo, companheirismo entre as partes e o principal, dinheiro, de excesso apenas tempo. E de resto, mais um problema para as futuras ou futura gestão municipal. E espera-se que esta seja precisa para a quitação. Mas, na verdade o que não faltou foi espera.

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