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Nova onda de Covid-19 pode ser violenta e chegar em 6 meses

A primeira nem acabou, mas o risco de uma segunda onda de Covid-19 é real em Belo Horizonte e em Minas Gerais. O aumento do nível médio de transmissão, o chamado Rt, há pelo menos nove dias, pode levar a mais internações nos hospitais. Desde a última sexta-feira, 13/11, o número de pacientes em UTIs apresenta ligeiro crescimento.

No atual cenário, cada cem infectados estão transmitindo o novo coronavírus para outras 112 pessoas. O índice em BH é maior que a média nacional. Conforme o Imperial College, no Brasil a taxa subiu para 1,10. No último dia 10 era 0,68.

ALERTA

O momento é de alerta, destaca o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano. Segundo ele, a população deve reforçar as medidas de prevenção. “A situação é perigosa em todo o mundo. Se a gente não superar o cansaço emocional, podemos ter uma segunda onda muito violenta”, frisou.

Avaliando o intervalo entre a primeira e a segunda ondas nos países da Europa e nos Estados Unidos, que novamente já vivem aumento expressivo de doentes, o Brasil pode ter problemas em até seis meses. “Ou antes, porque não sabemos os fatores exatos relacionados ao que está acontecendo na Europa, que pode ser um vírus mutante e que já pode estar circulando por aqui”, enfatizou o infectologista, que também atua no Hospital Madre Teresa.

SOMA DE INDICADORES

Diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de BH (SMSA), Lúcia Paixão reconhece que o momento é de alerta, mas ressaltou que a cidade nem saiu da primeira onda. 

A gestora diz que a classificação “segunda onda” só será chancelada se o aumento do Rt for acompanhado de sobrecarga nas internações de pacientes graves com Covid. “Quando se vê uma curva aumentando, isso é o que temos que temer, para que as pessoas se cuidem e cuidem das outras”.

“Se os números aumentam hoje, significa que amanhã teremos UTIs mais cheias e a mortalidade aumentando. E, aumentando, vai ter mais rigidez, porque precisamos proteger a vida das pessoas”, comentou Estevão Urbano.

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