NotíciasSaúde

HEMOMINAS PRECISA DE DOAÇÃO DE SANGUE DOS TIPOS O POSITIVO E NEGATIVO

Estoques do tipo O estão em nível crítico; A, AB e B negativos também estão em alerta

Os estoques de sangue na rede Hemominas estão em baixa. Os tipos O positivo e O negativo, dois dos mais frequentes na população brasileira, estão em estado crítico, necessitando de reposição o quanto antes, segundo a fundação estadual. Além disso, as reservas de A negativo, AB negativo e B negativo estão em alerta, com indicação de coleta em até uma semana.

É nesse contexto de escassez desse tecido vivo essencial que aumentam os esforços para relembrar a população sobre a importância da doação. “Doar sangue é um ato de solidariedade muito importante, que pode salvar até quatro pessoas. A falta de sangue faz toda diferença em qualquer tipo de tratamento, seja cirúrgico, de traumas ou de doenças, como anemias”, explicou o médico Diogo Umann, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

De acordo com ele, uma pessoa saudável pode doar até 450 ml por vez, com intervalos de até 60 dias (para homens) no ano. A quantidade, aparentemente alta, é reposta em apenas 24 horas pelo próprio organismo de um adulto – por onde circulam, em média, cinco litros de sangue, segundo o Ministério da Saúde. “A doação não ocasiona intercorrência ou alteração à saúde”, declarou o cardiologista.

Para garantir uma doação segura, é preciso seguir algumas recomendações no período anterior à coleta, incluindo o aumento n a ingestão de líquidos, sem bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos, e prática de repouso. A pessoa também não pode doar em jejum ou com sintomas de quaisquer doenças. Para quem teve Covid-19, é necessário aguardar dez dias até a melhora completa dos sintomas.

Outras recomendações podem ser vistas no site oficial.

Bons exemplos

É de casa que veio o estímulo para doar sangue. O pai da analista de Treinamentos Priscila Araújo, de 35 anos, sempre teve o ato como hábito. Em 2013, a filha começou a frequentar o Hemominas da área hospitalar de BH, e não parou mais. Por ano, desde então, são três doações – o máximo permitido para mulheres. “É rápido, prático, fácil, não dói. Fico muito feliz em contribuir com quem mais precisa”, afirmou.

O analista de Redes Sociais Felipe Linhares, também com 35 anos, conta que passou a doar após o convite de um amigo, em 2005. De lá para cá, já são 17 anos ajudando, com coletas entre uma e três vezes a cada 12 meses. “Não há dor, e ajuda muita gente. É algo que não depende de mais ninguém: só da nossa vontade em doar”, encerrou.

Além do sangue, ambos estão cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Ainda não foram convocados (a compatibilidade é rara), mas estão a postos para colaborar.

Da Redação com Jornal O Tempo

HEMOMINAS
Doações podem ser agendadas pelo site da Hemominas ou pelo MGapp Cidadão
Foto: Fred Magno / O TEMPO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncios Detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios