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Brasil, Pais livre de aftosa sem vacinação

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Michele Valverde

Após o Brasil receber a certificação sanitária oficial de País Livre da Aftosa com vacinação, para bubalinos e bovinos, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na última semana, serão iniciados os trabalhos para que nos proximos anos o Pais seja reconhecido ccomo livre de aftosa sem vacinação. O reconhecimento internacional é considerado importante por atestar o serviço de defesa sanitária nacional e ampliar a credibilidade da produção bras ileira no mercado internacional. A expectativa é que Minas Gerais conquiste o status de livre da aftosa sem vacinação até 2022.

O certificado de sanidade foi conquistado após 50 anos de trabalho do serviço veterinário e dos produtores rurais brasileiros no combate e erradicação da aftosa.

“O reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa com vacinação é um momento que o mundo reconhece o serviço de defesa sanitária brasileiro. Erradicar a febre aftosa é processo difícil, principalmente em um país diversificado como o nosso. Só é possível conquistar a certificação quando se tem serviço veterinário eficiente. Foram vários anos de combate, implantação de serviços e organização de todo o setor é um passo importante para o País, que passa a ter maior credibilidade junto ao mundo”, explicou o superintendente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Altino Rodrigues.

Nos próximos anos serão realizados trabalhos para a conquista da certificação de livre da aftosa sem vacinação. O processo será feito em bloco, com a retirada da vacina acontecendo das extremidades do País para a parte interna. Minas Gerais está no bloco Central que é composto também pelos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Sergipe. Tocantins, Bahia e o Distrito Federal e serão os últimos a retirarem a vacinação. A previsão é que a suspensão ocorra em 2022. A coroação de todo o trabalha virá daqui a alguns anos com a retirada da vacina.

Após a retirada da vacina, serão necessários cerca de quatro anos para que a OIE reconheça o País como livre da aftosa sem a vacinação. No intervalo, serão feitas avaliações, estudos e auditoria para a emissão do certificado Internacional.

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